Para o trabalho, minhas duas principais máquinas são o Hesse e o Poe, ambos rodando Windows 11 Pro. São computadores montados para aguentar desenvolvimento, multitarefa pesada, processamento local, edição e praticamente qualquer experimento que eu queira fazer sem precisar me preocupar muito com falta de recursos.
O Hesse é a máquina mais poderosa dos dois. Ele usa uma ASRock X870E Taichi Lite com um AMD Ryzen 9 9950X, oferecendo 16 núcleos e 32 threads, acompanhado de 192 GB de RAM e uma NVIDIA GeForce RTX 5090. A rede é feita por uma interface Realtek 5 GbE, importante para trabalhar com arquivos e serviços dentro da minha própria infraestrutura em alta velocidade. O conjunto é completado por um monitor LG Ultrawide, que uso como principal área de trabalho, além de armazenamento externo WD Elements de 5 TB.
O Poe é outra workstation bastante forte, construída sobre uma ASRock B660M Phantom Gaming 4. Ele utiliza um Intel Core i9-14900K, com 24 núcleos e 32 threads, junto de 128 GB de RAM Kingston, distribuídos em quatro módulos de 32 GB. A parte gráfica fica por conta de uma NVIDIA GeForce RTX 5070, e uma das características mais úteis dessa máquina é sua grande capacidade de armazenamento local: são aproximadamente 9,3 TB, dos quais atualmente cerca de 7,7 TB estão livres.
As duas máquinas acabam se complementando. O Hesse concentra o hardware mais recente e a maior capacidade de processamento, enquanto o Poe continua sendo uma workstation extremamente capaz e com bastante armazenamento disponível. Juntas, são onde faço a maior parte do meu trabalho diário, desenvolvimento, administração dos servidores e experimentação com novos projetos.
O Kamerad é meu principal computador portátil de trabalho, pensado para entregar desempenho de workstation sem me prender à mesa. É um Avell Storm 570 TI rodando Windows 11 Pro, equipado com um Intel Core Ultra 9 275HX, 96 GB de RAM e uma NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti Laptop. Na prática, é potência suficiente para desenvolvimento, virtualização, edição, uso intensivo de IA e praticamente qualquer tarefa pesada que eu precise levar comigo.
O armazenamento fica por conta de um SSD NVMe Kingston de 2 TB, enquanto a rede cabeada usa uma interface Realtek 2.5 GbE, o que também facilita bastante trabalhar diretamente com meus servidores e arquivos do home lab. A tela interna é uma NE160QDM-NZL, em um conjunto que privilegia bastante espaço de trabalho e desempenho.
Tenho também um MacBook Pro de 2025 com chip Apple M5, que uso com menos frequência do que minhas principais máquinas de trabalho. Ele funciona mais como uma máquina secundária, útil quando preciso trabalhar no ecossistema da Apple, testar aplicações no macOS ou simplesmente quero um notebook compacto, silencioso e com excelente autonomia.
Tenho também dois Dell XPS 13 de 2023, e provavelmente são os notebooks de que mais gosto quando o assunto é mobilidade. São extremamente finos, leves e fáceis de transportar, então acabam sendo minhas escolhas naturais para viagens, deslocamentos e qualquer situação em que eu não queira carregar uma máquina grande e pesada.
Nos dois eu rodo Fedora Linux, o que combina muito bem com o papel que eles cumprem. Tenho um ambiente completo para desenvolvimento, terminal, administração remota dos meus servidores e trabalho em geral, mas dentro de máquinas muito compactas e discretas.
O que mais gosto neles é justamente esse equilíbrio entre portabilidade, qualidade de construção e desempenho suficiente para trabalhar de verdade. Cabem facilmente na mochila, praticamente não incomodam no transporte e ainda me dão muito mais liberdade do que depender apenas de tablet ou celular quando preciso programar, escrever, acessar servidores ou resolver algum problema durante uma viagem.
Mesmo tendo computadores muito mais potentes, os XPS ocupam um espaço especial porque são máquinas que posso levar praticamente para qualquer lugar. No meu conjunto, eles cumprem o papel de notebooks ultraleves de viagem, mobilidade e trabalho em Linux.
Tenho também um MSI Pulse 16 AI C1V, que foi o penúltimo computador que comprei e acabou se tornando uma das minhas principais máquinas quando quero trabalhar pesado em Linux. Nele rodo Fedora e fiz uma das modificações que mais me interessavam: levei a memória ao limite suportado pelo modelo, com 96 GB de RAM DDR5. A própria MSI especifica dois slots de memória e suporte máximo a 96 GB nessa linha.
O que torna essa máquina especialmente interessante é justamente a combinação de Fedora, muita memória e hardware forte. Uso para aplicações mais pesadas, desenvolvimento, compilação, containers, virtualização e trabalhos em que os notebooks ultraleves começam a mostrar seus limites. Com 96 GB disponíveis, consigo manter ambientes grandes e várias tarefas funcionando simultaneamente sem precisar economizar memória o tempo todo.