Meu home lab é um pequeno ecossistema de servidores e computadores que fui montando, reaproveitando e expandindo ao longo dos anos. Ele funciona tanto como laboratório para testar novas tecnologias quanto como infraestrutura real para vários dos meus projetos. É nele que experimento virtualização, containers, redes, armazenamento, automações, serviços web e aplicações self-hosted, muitas vezes antes de levar alguma solução para um ambiente de produção.
O coração da estrutura é o Nyx, meu servidor com Unraid, equipado com um Ryzen 7 5800X, 128 GB de RAM e uma Radeon RX 7600. Ele concentra boa parte do armazenamento e executa uma quantidade considerável de containers e serviços. Ao lado dele está o Kaiser, dedicado ao Proxmox, com dois Xeon E5-2686 v4, totalizando 36 núcleos e 72 threads, além de cerca de 128 GB de RAM. É a máquina mais voltada para virtualização pesada, criação de VMs e testes que exigem bastante processamento.
Também fazem parte do laboratório o Khan, um pequeno Beelink rodando Debian, e o Calisto, um Dell OptiPlex 9020 com Core i5 e 32 GB de RAM, usado para serviços auxiliares e experimentações. O Forsaken, um PC bem mais antigo com Pentium G2030, também continua vivo no rack executando Debian. Gosto bastante dessa ideia de reaproveitar hardware: nem toda tarefa precisa de uma máquina moderna, e equipamentos antigos ainda podem ser excelentes para pequenos serviços, testes de rede, proxies, automações ou sistemas que precisam ficar ligados continuamente.
A rede também tem uma máquina dedicada exclusivamente ao pfSense, baseada em um Ryzen 5 4600G e 32 GB de RAM, responsável por uma parte importante da infraestrutura de roteamento e segurança. Além dos computadores tradicionais, mantenho vários equipamentos menores, como um Intel NUC, uma ZimaBoard 432, Orange Pi 3B, Orange Pi CM4 e Orange Pi Zero 2W. Esses dispositivos são ótimos para serviços leves, testes de ARM, gateways, monitoramento e pequenas aplicações distribuídas pela rede.
No fim, esse rack é uma mistura de infraestrutura útil e laboratório permanente. Algumas máquinas são relativamente potentes, outras são computadores que provavelmente já teriam sido aposentados em outro contexto, mas todas acabam encontrando alguma função. É onde posso quebrar coisas, reconstruí-las, testar ideias e entender de verdade como elas funcionam — mantendo, ao mesmo tempo, uma parte considerável dos serviços que uso no dia a dia sob meu próprio controle.